MT Beat nova aposta da Furacão 2000 foi parar no mundo do rap

Dos Trilhos ao Trap

O transporte público no Rio de Janeiro, além de meio de locomoção, também é forma de sobrevivência. Afinal, quem nunca pegou o trem para ir trabalhar e acabou saindo dele com alguma coisa que comprou? As ofertas são inúmeras, mas para se destacar é preciso criatividade. Foi assim que a nova aposta da Furacão 2000 foi parar no mundo do rap.

Matheus Fernandes Pereira, o MT Beat, de 23 anos, cria de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, começou aos 18 anos, como vendedor ambulante. O objetivo sempre foi conquistar sua independência e correr atrás dos seus sonhos. “Eu já vendi de tudo. Sacolé, bala, brinquedo, chocolate. Um dia trabalhando no trem, encontrei um rapaz fazendo arte de rua, ele me incentivou a ver aquilo como um trabalho. A partir daí que eu comecei a fazer beat box. Hoje essa é a minha fonte de renda, vivo somente da minha arte. Me apresento no transporte público, nas praças, mostro para as pessoas o que eu faço e passo meu chapéu”, conta o Mc.

Foi assim, que Matheus uniu sua força de vontade ao seu talento artístico. “Eu sempre tive vocação para a arte. Participava do grupo teatral da escola, gostava de dançar. Em 2014 eu comecei a ouvir rap e comecei a fazer minha própria música”. Mais do que talento, o cantor sempre contou com incentivo dentro de casa. “Desde pequeno minha mãe dizia que eu seria artista. Qualquer trabalho que eu faça relacionado a arte, ela faz questão de mostrar para todo mundo, sempre com muito orgulho”, revela.

Rápido e certeiro, o rap é um ritmo que vai direto ao ponto. É arte que se expressa através de letras que funcionam como discurso. É um ritmo acelerado, que precisa de raciocínio rápido. E nessa

escola, MT do Beat é especialista. “Quando eu era pequeno vi um vídeo de um rapaz que fazia Beat Box, em Londres. Centenas de pessoas paravam para olhar a arte dele. Fiquei muito impressionado. Eu só conseguia imaginar como ele era capaz de fazer aquilo. Eu assistia aquele mesmo vídeo todos os dias para tentar imitá-lo. O mais interessante é que hoje eu faço exatamente o que ele faz,

porém, do meu jeito, no Rio de Janeiro”.

Apesar do sonho de viver da música, Matheus sabe que a vida é correria, por isso mesmo, não foge da responsabilidade. “Minha vida é intensa. Eu tenho um filho, o Théo, de 3 anos, que mora comigo. Todo dia de manhã deixo ele na creche e vou pro trem fazer a minha arte. Às 5 tenho que estar de volta para buscá-lo”.

Foi com disciplina e acreditando na sua vocação para a música, que MT juntou seus próprios recursos e produziu sozinho seu primeiro álbum, “O Despertar”. Com todas as músicas de sua autoria, o jovem acredita que dividir aquilo que vive pode inspirar outras pessoas. “Escrever é uma forma de superar minhas dificuldades. Ao fazer minhas músicas, eu estava tentando me ajudar e acabei ajudando os outros também. Gosto de expressar meus sentimentos. Quero levar coisas positivas. Tentei mostrar que você é capaz de sair de toda e qualquer situação. Sempre existe esperança”, ressalta.

Foi através da rima e da arte de rua que Matheus percebeu que a música era seu caminho. Mas quando é para ser, até mesmo as coincidências do dia a dia conspiram ao seu favor. Foi assim que a Número Um do Brasil cruzou o caminho do cantor. “Eu estava trabalhando no trem e uma pessoa que trabalha na Furacão 2000 me viu. Só que nesse dia ele não falou comigo. Depois encontrei com ele tomando café em Campo Grande. Marcamos um encontro e enviei meu trabalho. Sempre ouvi Furacão 2000 desde pequeno, foi uma grande oportunidade para mim”, conta orgulhoso.

Acreditando que tem tudo para alcançar o topo, Matheus conta que está preparado para o sucesso. “Meu maior sonho hoje é dar certo na música, pois eu realmente acredito que tenho essa vocação. Deixar de depender somente da arte de rua. Estou agarrando todas as oportunidades para quando chegar a hora estar pronto”.

Garra e determinação não faltam para essa nova aposta. Seja com criatividade para conquistar os consumidores, ou com talento para fazer sucesso no beat box, MT no Beat já provou que veio para ficar no meio musical. Se você curtiu a história dele, aproveite para conferir o lançamento de sua música “Consciência Sexy”, hoje, em todas as plataformas digitais da Furacão 2000.

Filho de Mr. Catra segue legado e começa a brilhar no funk

Filho de Mr. Catra segue legado e começa a brilhar no funk

Contratado pela Furacão 2000, o MC se revela uma das grandes apostas dessa geração

Samuel David Alves Domingues Costa, ou simplesmente MC Kalyba, é um nome do qual ainda iremos ouvir falar muito. Filho do saudoso Mr. Catra e Silvia Regina, Kalyba está em ascensão na cena musical. O MC que tem apenas 20 anos, traz consigo o peso de representar o legado do pai, e já chegou provando que talento é sim coisa de família.

Com ‘Montando o Arsenal’ e ‘Fé Inabalável’, ambas lançadas pela Furacão 2000, MC Kalyba mostrou a que veio. Esta última, por exemplo, relata sua vivência enquanto negro e periférico, além de sua relação com a família. Kalyba é uma palavra originária do povo indígena Maraguá e significa monstro. Era assim que o MC era chamado pelo pai, o que o motivou a adotar o nome artístico. Foi Catra, também, quem introduziu a música na vida do jovem.

“Desde criança já ia muito em estúdios com meu pai, na minha casa mesmo tinha um, então tudo aquilo foi se tornando o normal pra mim, quando eu tinha uma certa idade meu pai passou a me levar com ele para shows matinês. Desde novo já entendia que estava no meu habitat natural, hoje com 20 anos entendo que a música é uma maneira de levar minha visão do certo a vários horizontes”, conta o MC.

Questionado sobre qual o peso para um MC em ser filho do Mr. Catra, Kalyba responde de forma madura e leve: “é um peso de honra, pois pra mim, ele não era só o Mr. Catra, era o Wagner Domingues, meu pai, um homem de fé, posicionamento e que sabia onde queria chegar. Minha referência é ele, então lido de uma maneira bem natural, e levarei os ensinamentos e legado dele por toda a vida”, comenta.

A mãe, Silvia Regina, não esconde o quanto se sente orgulhosa do filho. “Meu filho desde pequeno já tinha o sonho de cantar e hoje em dia, quando eu o vejo se esforçando, vejo a mesma dedicação e garra que o pai dele tinha, aquela vontade de vencer. Eu sou suspeita pra falar, estou total orgulhosa do Samuel, pra mim ele é foda, alias mais do que foda, ele é fodástico”, conta Silvia.

O orgulho não é para menos, o contrato do MC Kalyba com a Furacão 2000 foi resultado de muito esforço e foco do próprio rapaz. “Já conhecia a furacão pela sua história, então resolvi apresentar meus projetos lá, foi quando o Rômulo Costa aceitou e assim demos início aos trabalhos, senti gratidão pela oportunidade que me foi dada, e vamos pra cima que vem muita coisa boa aí”, diz Kalyba.

E vem mesmo. Este mês, Kalyba irá lançar o clipe da faixa Real Life Stily, nas palavras do próprio MC “No clipe iremos transmitir um estilo de vida natural é uma obra minha em colaboração com Strong Mc e 3janbeatz.

Sobre o futuro, bem humorado Kalyba brinca, “podem esperar com certeza o mostro que está vindo aí”, ele continua, “brincadeiras à parte, esperem um homem que sabe de suas origens e sabe também onde quer chegar, meu desejo é o de fazer muitas coisas, em meio a tanta gratidão às pessoas que estão do meu lado sempre apoiando o que faço”, finaliza.

fonte : https://www.terra.com.br/comunidade/visao-do-corre/pega-a-visao/filho-de-mr-catra-segue-legado-e-comeca-a-brilhar-no-funk,79e3232ab97eb9e583cf0c9d4d8a9dc1671365zd.html

Uma das novas apostas da Furacão 2000 Naldimnavoz

 

 

 

 

Uma das novas apostas da Furacão 2000 é Wendel Luiz Alves, de 26 anos, conhecido no meio
artístico como Naldimnavoz. Se você é funkeiro raiz, com certeza o nome e o rosto do cantor não
serão estranhos e tem uma razão para isso. Ele é filho de Mc Naldinho, um dos maiores sucessos do
movimento funk nos anos 2000, que faleceu aos 49 anos, em 2018, devido a um problema nos rins.JP29p09JP29p09
Cantor dos hits “Um tapinha não dói” e “Dança da Motinha”, o DNA só comprova que o que não
falta é talento.

 

Apesar da ligação, nem sempre o sucesso promoveu a união entre pai e filho. “Minhas lembranças
sobre meu pai são breves. Muitos flashes da minha infância. Mas o fato dele trabalhar com o mundo
da música e ter feito sucesso, na verdade, foi algo que nos afastou por um bom tempo. Hoje ele já se
encontra em outro plano, mas sinto que, sim, tivemos uma boa relação antes do fim”, conta o Mc.
Sobre a infância, Naldim conta que foi bem diferente dos dias de hoje. “Eu ainda tive o prazer de
viver uma infância raiz. Corri, joguei bola, brincava de pique, pião, bolinha de gude. Eu fui uma
criança muito feliz”. Apesar das boas lembranças, nem tudo eram flores. “Fui criado pela minha avó
devido às circunstâncias da vida. Meu pai fazia sucesso e não era participativo e minha mãe era
muito jovem. Minha avó sempre foi pai e mãe pra mim”, revela.
Quando o assunto é a família, Naldim revela que não foi fácil conseguir o apoio na profissão que
escolheu: “No meio artístico, principalmente, no ramo musical é bem complexo. As pessoas
relacionam sucesso com lucro, ou seja, se você ainda não está fazendo dinheiro, seu corre não é
visto como um trabalho”.
Apesar das redes sociais mostrarem artistas do funk e do trap vivendo uma vida de luxo, a realidade
é que alcançar o sucesso não é um caminho fácil. Pelo contrário, exige muito talento, mas
principalmente, determinação e dedicação constantes. Porém, para quem tem um sonho, tudo é
feito com prazer. “Sempre fui ligado à música desde criança. Ouvia muito Racionais. Gostava de funk
da antiga, principalmente, por causa das letras e das histórias que nos fazem pensar. Mas hoje,
minha principal inspiração é o meu dia a dia, minha experiência, aquilo que eu vivi e também o que
eu tenho certeza que ainda vou viver”.
Além de cantar, Naldim também compõe todas as suas músicas. Segundo ele, a inspiração vem da
sua vivência, de seus sentimentos, ou mesmo, de histórias contadas por amigos. “Eu acredito que a
música fala por si só. Às vezes, já tenho um repertório pronto, mas tenho uma inspiração de última
hora e acabo criando outra. Se eu sentir que aquilo que eu acabei de fazer é o certo, é essa música
que eu vou lançar”.
Assim como a maioria dos Mcs, Naldim sonha em ser referência para os mais jovens através de sua
música. “Eu procuro sempre levar para o público aquilo que eu sou, em meio a isso, também quero
tocar naquilo que eles são, ou desejam ser. Meu maior sonho é ser reconhecido e levar minha
música para todos. Viajar fazendo o que eu gosto e ter minhas conquistas a partir do meu sonho”.
Junto com a Furacão 2000, Naldimnavoz já lançou quatro músicas que estão disponíveis nas
plataformas digitais. “Pitbull sem Coleira”, “Bala no dente”, “Sou Tralha” e “Supreme”, que também
conta com clipe no Youtube. Sobre sua parceria com a Número Um do Brasil, o Mc revela: “Eu
cheguei através de alguns conhecidos que estavam realizando projetos com a Furacão 2000. Eles me
apresentaram. Em seguida fui chamado e contratado para seguir esse sonho. Me sinto muito grato”.
E para quem quer conhecer mais sobre o som de Naldimnavoz, hoje tem lançamento da música
“Garrafa Verde”, no Spotify. Corre para ouvir! “Sou muito grato por todo apoio, enJP29p09ergia e carinho
que recebo. Isso é muito importante para mim e só me dá forças para continuar. E para aqueles que
também tem um sonho, não desistam. Pode até demorar, mas com fé você consegue”.

DO FUNK AO TRAP: UMA MISTURA DE RITMOS


Há 50 anos atrás quando Rômulo Costa começou a fazer bailes com a Furacão 2000, o funk em
nada se parecia com aquilo que conhecemos hoje. Naquela época, o baile charme era o grande
hit que tomava conta dos subúrbios do Rio de Janeiro com uma pegada mais lenta e muita
melodia. Com o passar dos anos, as batidas foram acelerando e outras influências chegando.
Mas uma coisa é certa: o funk sempre foi plural. Uma mistura de vários de ritmos.
Quem não se lembra da saudosa década de 90, onde os raps tomaram conta? Naquela época,
artistas como Cidinho e Doca, Bob Rum e Claudinho e Bochecha faziam sucesso com letras
inteligentes que trabalhavam inúmeras críticas sociais e ainda mostravam a realidade das
comunidades cariocas. Ali começava uma relação que dura até os dias de hoje.
Com influência direta do hip hop americano, o funk deu a sua própria cara ao rap, que mais
recentemente emergiu com uma nova vertente: o trap. Com subgraves de peso, batidas mais
lentas e voltadas para o eletrônico, este segmento tem dominado rádios e serviços streaming,
se popularizando cada vez mais. E a realidade é uma só: grande parte dos artistas desse
cenário no Brasil evidenciam a influência do funk no ritmo, seja em suas letras ou em
colaborações constantes.
Ligada nas tendências, a Furacão 2000 tem trabalhado cada vez mais neste segmento. E uma
das apostas da Número do Brasil é Ítalo Ferreira da Silva. Mais conhecido como Mc Ítalo, o
jovem de 35 anos é cria de Belford Roxo, na baixada do Rio de Janeiro.
O desejo de se tornar um grande cantor começou quando o Mc passou a trabalhar em um
estúdio, em 2007. Daí por diante ele passou a se aventurar subindo em palcos de festas de rua,
clubes e bailes. Apesar de querer brilhar no cenário do trap, Ítalo sabe que nada acontece do
dia para a noite. “Além da música, eu trabalho como motorista e manobrista de carros de luxo.
Os dias que estou em casa, aproveito para trabalhar na minha música. Todas elas são de minha
autoria”, evidencia o Mc.
Com uma infância pobre, Ítalo enxergou na música uma oportunidade para mudar de vida e
mostrar seu talento. Apesar das raízes simples, nunca faltou o mais importante: o apoio da
família. “Nunca tivemos condições financeiras, mas fui criado com muita garra, determinação e
persistência. Isso me tornou um homem honesto, humilde, guerreiro e trabalhador. Sempre
disse para a minha mãe, Dona Maria de Fátima e para o meu pai, Levi, que um dia a favela iria
vencer. Estou batalhando para isso”.
Mais do que fazer sucesso, Ítalo quer servir de inspiração para outros jovens no ramo musical.
“Eu gosto de mostrar meu talento para que os meninos da comunidade entendam que
também podem estar ali naquele lugar. Muitos deles se envolvem com coisas erradas e a
música é um caminho para mudar isso”, ressalta o cantor.
A trajetória de Ítalo cruzou com a Furacão 2000 através de um amigo, que o levou para fazer
um teste. Desde então, o Mc tem lançado diversas músicas como “Vem de TBT” e “Nike
Crocodilo”, já disponíveis nas plataformas digitais. Seu próximo hit será a música “Tu quer
saber quem comanda a baixada”, que será lançada no próximo dia 28 de julho. “Antes do
lançamento, algumas pessoas já estão fazendo a coreografia no Tik Tok. Só no passinho, essa
com certeza vai ser um estouro”, conta orgulhoso.

Se você, assim como o Mc Ítalo, é bom de rima e quer mostrar o seu talento para a Furacão
2000, não deixe de enviar o seu material através do nosso email:
musicasfuracao2000@gmail.com

Fábrica de hits da Furacão 2000

O apelido de Número Um do Brasil não é à toa. Com cinquenta de anos de tradição, a Furacão2000 apresentou o funk que conhecemos hoje.

E muito antes de virar modinha em boates do Brasil e programas de tv, a equipe de som percorreu um longo caminho para fazer o batidão
encontrar seu público.Hoje os mcs fazem sucesso nas redes sociais e vivem uma vida de glamour, mas a real é que
mais do que música, o funk tem função social. É através desse som que milhares de jovens da
periferia sonham em encontrar uma vida melhor. É pelo funk que muitos adolescentes
acreditam em seus sonhos, se afastando da ilegalidade. Mais do que música, o funk é hoje
oportunidade. É cultura popular. É arte. É patrimônio. É por meio das rimas desses jovens que
o Brasil passou a conhecer a realidade das comunidades. É através das suas letras que
conhecemos o cotidiano, os problemas e as esperanças de quem sonha com uma vida melhor.
À frente da Furacão 2000, Rômulo Costa sempre viu de perto esse cenário. Difícil citar um
nome desse meio artístico que não tenha figurado em um dos cds, dvds ou programas de rádio
e tv da equipe de som. Desde a década de 90 com Cidinho e Doca entoando versos sobre a
realidade das comunidades cariocas, até os rostos mais conhecidos do momento, como Anitta,
a história da Número Um do Brasil é repleta de sucesso. Mas mais do que dar espaço, a
Furacão 2000 é uma porta para que através do seu talento estes jovens sejam capazes de
mudar sua realidade.
Seguindo esse caminho, uma das novas apostas da equipe de som é o jovem de 28 anos, cria
da Vila Aliança, Zona oeste do Rio de Janeiro. Batizado como Bruno de Carvalho, mas
conhecido no mundo funk como Brzin, o Mc revela sua satisfação em ser reconhecido. “Eu não
decidi entrar no funk, eu sempre fui do funk, mas eu nunca tive oportunidade. Existem muitos
mcs que têm o talento, mas não têm a oportunidade. Desde cedo, eu já fazia rimas, era rápido
com as palavras, encaixava com o nome das pessoas, sempre foi algo fácil para mim”, conta.
Apesar do talento, a realidade difícil não colaborou. Assim como muitos jovens de
comunidades do Rio de Janeiro, Brzin revela que já passou por muitas necessidades, e por um
período, durante sua adolescência, acabou se envolvendo com o tráfico de drogas. “Eu tive
uma infância complicada. Na juventude cheguei a me envolver com caminhos errados, tinha a
mente fraca. A gente acha que sabe mais que todo mundo, não ouve os pais. Mas eu fui
resgatado, saí da lama. Sou um favelado guerreiro. Hoje quero mostrar para o mundo o que eu
vivo, o que eu sinto, o que eu vejo através da minha música. Minha história mudou”, exalta
com orgulho.
Hoje, mais maduro, e com o apoio de toda família, Brzin sonha com o reconhecimento no
mundo funk e vê no segmento uma oportunidade para mudar de vida. “Meu maior sonho é
viver só da música, dar uma casa para a minha coroa, ajudar minha família. A gente canta a
nossa vivência, mas é obvio que todo mundo busca uma melhor condição de vida”.
Apesar de sonhar alto, o Mc não deixa de ter o pé no chão e sabe que alcançar seus objetivos é
uma combinação de esforço com oportunidade. “Eu sempre tento mostrar para o meu público
que seus sonhos podem se realizar, por isso não desanime, não deixe se abater pela
frustração. Se você tem um sonho, mas não faz nada, é apenas uma ilusão. Já trabalhei virado
muitas vezes, seja por passar a noite fazendo show, ou no estúdio gravando. É uma dupla
jornada”.

Mais do que cantar, Brzin também se orgulha de compor todas as suas músicas. As letras que
contam histórias de superação, romance e orgulho surgem, principalmente, quando o mc se
sente em paz. “Todas as minhas músicas são feitas por mim. A inspiração vem de tudo que eu
vivo, seja uma depressão, um momento de alegria, algo que eu vi ou vivi. Gosto de sempre
refletir e ver o que eu posso mostrar para o mundo”.
Em seus 15 anos de funk, Brzin tem como inspiração diversos mcs que já passaram pela
Furacão 2000, como Max e Tikão. Coincidência ou não, hoje é ele quem ocupa esse lugar. “Eu
via a Furacão 2000 na televisão desde pequeno. Já participei de muita roda de funk. Muita
gente me descreditou, disse que eu não chegaria. Hoje sou valorizado, eles me veem como
uma aposta”, conta orgulhoso.
A faixa “Morena”, última música de Brzin lançada com a Número Um do Brasil, já tem clipe no
Youtube e conta com mais de vinte mil visualizações. O próximo lançamento também já está
programado: “Tô chegando”. Com tantos sonhos e planos, não temos dúvida de que vai ser um
grande sucesso.

E se você assim como Brzin também está buscando uma oportunidade no mundo funk, não
deixe de enviar o seu trabalho para gente através do email: musicasfuracao2000@gmail.com

A mais recente aposta da produtora Mc Kalyba , filho de Mr. Catra

Com quase cinquenta anos de história, a Furacão 2000 é conhecida como a Número Um do Brasil quando o assunto é funk. Responsável por colocar o ritmo na cabeça do povo, a produtora começou na década de 70 e 80 promovendo bailes voltados para o ritmo black e charme.Com o passar dos anos o funk foi mudando, ganhando batidas e um ritmo próprio que emergiu dos subúrbios do Rio de Janeiro e ganhou destaque. Nessa estrada foram inúmeros discos lançados, bailes lotados e programas de rádio e tv com a chancela da Furacão 2000. Em muitos momentos, mais do que celebrar, a Furacão 2000 foi sinônimo de resistência ao lutar contra a criminalização do funk, que sempre sofreu muito preconceito por ser um produto oriundo das comunidades cariocas e produzido pela população de classe baixa. Mas toda essa trajetória é motivo de orgulho, pois hoje, o ritmo domina as maiores paradas de sucesso do Brasil e é reconhecido até mesmo internacionalmente.A frente da Furacão 2000, Rômulo Costa foi um dos responsáveis por descobrir e dar oportunidade para inúmeros artistas ao longo dos últimos anos, como por exemplo, a cantora Anitta, que recentemente foi atração do Rock in Rio, em Lisboa. E este sempre foi o objetivo principal da Número Um do Brasil: permitir que os jovens mostrem seu talento e mudem de vida .A mais recente aposta da produtora carioca é Samuel David Alves Domingues da Costa, mais conhecido como Mc Kalyba. Apesar de estar começando sua carreira, a relação do cantor com o batidão já é antiga, afinal, ele é filho de Mr. Catra, um dos maiores nomes do funk, que faleceu em 2018, após complicações decorrentes de um câncer no estômago. Cria de Bangu, Kalyba ganhou o nome artístico do próprio pai, que sempre o incentivou a seguir no meio musical. Como Catra viajava muito devido a quantidade de shows, contava com um estúdio montado dentro de sua própria casa para gravar seus trabalhos, com isso, o Mc e seus irmãos, sempre participavam e eram estimulados a transformar tudo em música.Entretanto, com a morte do pai, o Mc e sua família deixaram para trás uma vida de luxo em Mogi das Cruzes, onde moraram por quatro anos, e retornaram para o Catiri, em Bangu, no Rio de Janeiro. Em meio as dificuldades, Kalyba sempre contou com o apoio da mãe, Silvia Regina Alves, que passou a acompanhar de perto a carreira artística do filho.Decidido a entrar no mundo funk, o Mc estava em busca de um estúdio na cidade maravilhosa para começar as gravações: “Eu estava batendo cabeça quando vim de São Paulo para cá, foi aí que a Furacão 2000 apareceu. Não pensei duas vezes e agarrei essa oportunidade. Furacão é tradição. Tudo tem um propósito”, contou Kalyba.Decidido a focar na carreira, Samuel leva os ensinamentos do pai para o seu dia a dia: “Meu pai nos ajudava em tudo. Toda vez que chegava em casa, fazia uma reunião e trocava experiências. Era muito inteligente e talentoso”, conta com emoção. Apesar do carinho, Kalyba revela que o pai também o cobrava bastante, por isso mesmo, leva características como disciplina e humildade como chaves para alcançar o sucesso.Trabalhando como entregador pelas ruas do Rio de Janeiro, o Mc viu na oportunidade dada pela Furacão 2000, a chance de dar uma vida melhor para sua família. Apesar do talento, ele ainda é só um jovem que gosta de jogar videogame e soltar pipa, mas sem esquecer da responsabilidade. Em seus dias de folga, a diversão de Kalyba é planejar o futuro: “A folga dele é sempre na Furacão 2000. Ele usa para gravar, ensaiar o repertório e pensar nos próximos passos da carreira”, conta a mãe orgulhosa.Além de cantar, o Mc também escreve suas próprias músicas, como “Fé Inabalável”, feita em homenagem ao pai e lançada pela Furacão 2000. “Estou feliz em seguir meu caminho, mostrando meu talento. Não quero só ser visto como filho do Catra, e sim, como o Kalyba. E a Furacão 2000 já me deu essa oportunidade com o contrato que fechamos”, contou em entrevista recente.Com influências do funk e do trap, Kalyba já tem seu próximo lançamento com a Número Um do Brasil planejado: Real Life Style. O clipe será lançado em breve e contou com uma grande produção montada em uma mansão no Rio de janeiro para gravar cenas de um banquete, que contou com a participação da própria família do Mc.

 

 

 

Se você também está em busca de uma oportunidade no mundo funk, não deixe de enviar sua música para a Furacão 2000. Anota aí o endereço e boa sorte!  musicasfuracao2000@gmail.com